quarta-feira, 18 de junho de 2008

Surfando em montanha a quase 90°

Quer ver uma coisa realmente doida para se fazer na sua vida, faça o que esse cara faz. Acho que ele desce a montanha a quase 90°.



fonte: leitora naiana

Relato clínico de médico que atendeu mãe ignorante

Não era com o garoto que eu tinha problemas. Era com a mãe dele.

Havíamos nos conhecido alguns meses antes, quando dei o diagnóstico de asma moderada ao seu filho de 14 anos. Eu não me importava com suas perguntas pungentes, mas seu tom de voz me deixava nervoso. Ela parecia desconfiada, quase com raiva. Ainda assim, no final, considerei que ela fosse apenas uma mãe abusada, ferina, e deixei passar.
Naquela época, ela era mais confrontadora. Reclamava que tinha sido “forçada” a trazer seu filho ao médico porque a escola do garoto exigia uma autorização médica para a prática de esportes. Que tipo de esquema os médicos tinham com a escola? Por que ela tinha de trazer seu filho, quando sabia que ele era saudável? E eu ainda estava recebendo dinheiro por isso?
Mordi minha língua e tentei explicar a ela porque eu achava que eles deveriam estar ali. Sim, ele provavelmente é muito saudável. Mas uma avaliação anual poderia ajudá-lo a aprender a cuidar de sua própria saúde quando crescesse, e isso poderia me dar a chance de motivar escolhas saudáveis e ter uma boa noção de sua saúde emocional durante esses anos difíceis. Finalmente, ressaltei, o garoto precisava tomar vacina antitetânica.


Prevenir pra quê?

Ela não se convenceu. “Não acredito em cuidados preventivos”, disse. “Vou tratá-lo do tétano se ele precisar."
O resto da visita ocorreu de forma mais suave, principalmente porque a mãe deixou a sala para que eu examinasse seu filho. Mas antes que eles fossem embora, ela me acusou novamente de ficar com seu dinheiro, dizendo que eu não tinha feito nada de diferente das visitas anteriores. Antes que eu pudesse responder, seu filho educadamente confirmou que essa visita tinha sido mais completa.
Eu já tive minha quota de pacientes e pais difíceis. Mas tolerar essa senhora tomou mais tempo do que o merecido, além de interferir nos meus cuidados com o filho. Eu não tinha certeza de que queria continuar atendendo o garoto.
Considerei minhas opções. Podia ser estóico, fazer meu trabalho e manter o garoto no meu consultório. Ou podia telefonar para a mãe dele e pedi-la para guardar suas opiniões só para ela para que eu pudesse me concentrar no garoto, apesar de que meus instintos me diziam que isso não a impediria. Finalmente, podia me recusar a ver o filho dela, e ela também, novamente. Em outras palavras, demitir meu paciente.

Livres para partir

O pacto médico-paciente basicamente afirma que um médico irá cuidar de um paciente em troca de uma compensação, e esse paciente vai obedecer aos conselhos do médico. Pacientes que discordam de seus médicos, ou simplesmente não gostam deles, estão livres para ir embora.
Da mesma maneira, esse acordo mútuo dá ao médico o direito de demitir um paciente. As razões mais óbvias são o não pagamento ou o não comparecimento às consultas. A recusa em aderir ao tratamento pode levar à demissão. Ser abusivo com a equipe médica também pode ter o mesmo resultado.
Claro, precisamos exercitar essa opção com sensibilidade. Médicos não podem demitir um paciente em situação difícil como dor severa, hemorragia ou situação que ameace a vida. E, é claro, não podemos recusar pacientes por causa de sua etnia, idade, orientação sexual e assim por diante.
Mas será que eu poderia demitir um paciente porque não gostei da sua mãe? Colegas que estudaram temas éticos e legais me disseram que a resposta não é tão nítida. Obviamente, eu não poderia simplesmente abandoná-los. Apesar de que, como muitos jargões jurídicos, o termo “abandono” está aberto a interpretação. Decidi que isso significava que, desde que não estivesse deixando ninguém à mercê de problemas médicos sérios e urgentes, desde que desse ao paciente aviso prévio e oferecesse opções para que ele continuasse recebendo assistência, eu estava nos meus direitos.

Absurdo

Refleti sobre a conversa sobre a vacina antitetânica, quando a mãe disse que não acreditava em cuidados preventivos. Sou pediatra – prevenção está no meu DNA. Se eu aceitasse a opinião dela, estaria comprometendo minha consciência e minha ética profissional. Não poderia fazer isso.
Escrevi uma carta endereçada à mãe do meu paciente e enviei como carta registrada. Fui breve: “Às vezes, um paciente ou sua família e o médico não são compatíveis. (...) Assim, não vou mais atendê-la no meu consultório”. Continuei a carta explicando como poderiam conseguir um novo pediatra e disse que, até eles encontrarem um novo médico, eu continuaria a cuidar da asma do filho dela.
Duas semanas depois, recebi um aviso de que eles haviam recebido a carta. O garoto assinou a confirmação de recebimento, o que me deixou mal, pois eu não tinha nada contra ele. Checando a ficha do garoto, vi que a mãe dele escolheu um novo pediatra, colega meu. Eles ainda não o visitaram.
Pensei em contar ao meu colega sobre minha experiência. Talvez avisá-lo de que certo cuidado adicional ajudaria no começo. Por outro lado, talvez eu influenciasse injustamente meu colega contra o garoto e a mãe dele.
Decidi então ficar quieto. Afinal, o problema pode ter sido só comigo.

fonte: portal G1

terça-feira, 17 de junho de 2008

Vídeo: Projeto Genoma humano (legendado)

Este é um ótimo vídeo que explica de forma clara e didática do que se trata o projeto genoma humano.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Cachorro doidão estourador de bexiga

Esse é o cachorro mais doido que eu já vi. Acho que ele foi o culpado por estourar os balões do padre voador.



Fonte: leitora Naiana

Garotinho possuído

O mulequinho deve ter uns 6 anos de idade e parece que recebeu alguma entidade, muito engraçado. Ishalá meu filho, Saravá.

Imagem do dia

Ginecologista belga Jacques Donnez durante captura imagem de ovulação em uma mulher durante uma cirurgia.
Desculpe as mulheres leitoras do blog, mas eu diria que não é uma imagem muito agradavel essa

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Documentário: Evolução - A vida em movimento (legendado)

Sinopse: Quando pensamos em animais, pensamos em movimento. É uma característica que a maioria dos animais têm em comum. Mas como é que o movimento animal surgiu dado que o primeiro animal na Terra era imóvel? Os cientistas acreditam hoje que os músculos e os nervos podem ser associados a um dos grupos de animais mais antigos, os cnidários, de que fazem parte as anémonas e as alforrecas. Como é que esta simples forma de vida transformou o mundo para sempre?
É um dos melhores documentários sobre evolução que eu já vi. Excepcionalmente didático e ilustrativo para todas as idades.

Para baixar pelo megaupload: Assim que aparecer a página do megaupload digite corretamente as três letras, então espere o tempo do crônometro passar e clique no botão que aparece em cima do cronômetro escrito "free download".

Vídeo: células tronco

Ótimo vídeo feito se eu não me engano pelo sistema objetivo de educação. Muito bom principalmente se algum aluno ou amigo seu te perguntar alguma coisa sobre assunto tão complexo e polêmico.

Guerra dos peidos

Esse vídeo é parte de um filme cujo nome ainda vou descobrir, mas é muito engraçado, vale a pena perder um pouquinho do tempo assistindo.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Ebook: O mundo de Sofia

O Mundo de Sofia (Sofies verden em norueguês) é um romance escrito por Jostein Gaarder, publicado em 1991. O livro foi escrito originalmente em norueguês, mas já foi traduzido para mais de 50 línguas, teve sua 1ª edição em português em 1995, que atualmente se encontra em sua 57ª reimpressão. Somente na Alemanha foram vendidos 3 milhões de cópias.
O livro funciona tanto como novela, como um guia básico de filosofia. Também tem temas conservacionistas e a favor da ONU. Em 1999, foi adaptada para um filme norueguês; entretanto, não foi largamente publicado fora da Noruega. Esse filme também foi apresentado como uma mini-série na Austrália, se não em outros lugares. Também foi adaptado para jogo de PC pela Learn Technologies em 1998.

Sinopse:

Às vésperas de seu aniversário de quinze anos, Sofia Amundsen começa a receber bilhetes e cartões postais bastante estranhos. Os bilhetes são anônimos e perguntam a Sofia quem é ela e de onde vem o mundo em que vivemos. Os postais foram mandados do Líbano, por um major desconhecido, para uma tal de Hilde Knag, jovem que Sofia igualmente desconhece.
O mistério dos bilhetes e dos postais é o ponto de partida deste fascinante romance, que vem conquistando milhões de leitores em todos os países em que foi lançado. De capítulo em capítulo, de "lição" em "lição", o leitor é convidado a trilhar toda a história da filosofia ocidental - dos pré-socráticos aos pós-modernos -, ao mesmo tempo em que se vê envolvido por um intrigante thriller que toma um rumo surpreendente.



Livro antigo e clássico, muito interessante. Especialmente para você pai ou mãe que tem que comprar o livro para o filho ler na escola, ou você estudante e professor que precisa ter o livro, vai ai ele de graça.

 

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